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Saída de 08/09/2004

Eram 8h da manhã e chovia torrencialmente quando a Tânia, a Marisa, a Sandra, a Sara e o João se apresentaram encharcados na porta do Instituto Hidrográfico, onde foram recebidos pela equipa liderada pelo sub-tenente Quaresma, responsável científico da missão. A Sara fez o papel de anfitriã e uma vez feitas as apresentações, deixou os restantes bem entregues.

A equipa seguiu então rumo à margem sul do Tejo, para o local onde iriam embarcar, a base da marinha Portuguesa. Nas fotos podem apreciar o barco em que embarcaram, o Andromeda, bem como outros barcos ali atracados. Achámos especial piada ao velhinho Barracuda, o submarino que serviu durante muito tempo a Marinha mas que agora só é aproveitado para retirar peças necessárias na reparação de outros submarinos.

 

     

 

O Tempo melhorou um pouco, pelo menos parou de chover e ficou mais calor, apesar de o céu continuar encoberto. O mar estava muito calmo, recebemos a informação de que apenas iríamos encontrar swell de 1m, ou seja o mar estava excelente e praticamente não havia vento. As figuras seguintes mostram a recolha de dados utilizando uma rosette sampler, ou seja, um conjunto de garrafas destinadas a recolher amostras de água às várias profundidades ao qual se acopla o CTD. O cabo que liga o conjunto de aparelhos ao navio é metálico, permitindo a comunicação por via electromagnética. Permite, por exemplo, obter os dados em tempo real e comandar o fecho das garrafas. Almoçou-se a bordo. Após a refeição juntámo-nos também à equipa e até nos deixaram participar nas operações: ajudámos na preparação do CTD e na recolha e catalogação dos dados.

 

           

        

  

 

O vento continuava sem dar sinal de vida e estavam criar-se condições propícias à formação de nevoeiro. A meio da tarde deixámos de ver a costa do Estoril e só conseguíamos ver até uns 10m em torno da embarcação. O ambiente era sinistro mas proporcionou-nos fotos fantásticas. No regresso, o nevoeiro levantou e conseguiram observar-se enormes cumulus congestus ao longe rodeados de plumas de nevoiro. Também elas nos proporcionaram imagens fabulosas. Ficam também aqui as fotos da praxe, em que os protagonistas da história fazem a sua pose para a posteridade. Foi um dia excelente em que conhecemos pessoas fascinantes com imensas histórias para contar e finalmente tomámos conhecimento de como é a oceanografia física na prática.