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Conferências

Para informações actualizadas :

http://www.cgul.ul.pt/cgul_seminars.htm

 

MODELAÇÃO DA TRAJECTÓRIA E CONCENTRAÇÃO DE DERRAMES DE HIDROCARBONETOS NO MAR

Orador: Alice Soares dos Santos
Data: segunda-feira 8 de Março 2004
Hora: 12h00

Resumo

   A Zona Económica Exclusiva Portuguesa (ZEE) Portuguesa é muito extensa e, devido à sua localização geográfica, é atravessada por grande parte do tráfego marítimo mundial de transporte de hidrocarbonetos, sempre associado a um elevado risco de ocorrência de acidentes de poluição marítima nesta região.

   A previsão numérica, em tempo real e útil, da trajectória de uma mancha de hidrocarbonetos no mar assim como da evolução das suas propriedades, constitui um instrumento importante para planear quer acções de prevenção e protecção das zonas costeiras, quer operações de limpeza, minimizando os respectivos efeitos nefastos no ecossistema marinho. Até ao seu total desaparecimento no mar, os hidrocarbonetos vão estar sujeitos a vários processos físicos que modificam as suas propriedades e composição, nomeadamente, a deriva associada à acção directa e indirecta do vento, a advecção pelas correntes, a evaporação e a emulsificação, os quais são alguns dos grandes responsáveis pela evolução espaço-temporal das manchas de hidrocarbonetos no mar.

   Neste colóquio descreve-se o modelo desenvolvido para a simulação e previsão da evolução da trajectória e concentração de derrames de hidrocarbonetos (com base em análises/previsões dos campos meteorológico-oceanográficos envolvidos no fenómeno) e sua aplicação ao acidente ocorrido com o navio-tanque Prestige, em Novembro de 2002.

 

O GRANDE SISMO DE 1 DE NOVEMBRO DE 1755: RAZÕES DE UMA POLÉMICA CIENTÍFICA

Orador: Luís Manuel H. M. Matias
Data: segunda-feira 1 de Março 2004
Local: 8.2.38
Hora: 12h00

Resumo

   Desde os trabalhos de Milne (1934) que a descoberta da zona origem do grande sismo de Lisboa de 1755 tem interessado os investigadores. Partindo dos mesmos dados observados, os relatórios da destruição, diferentes fontes foram sendo propostas, embora o banco do Gorringe fosse considerado quase maioritariamente como o grande responsável. Tudo mudou no final da década de 90 graças aos trabalhos de investigação realizados sobre o tsunami de 1755, ao mesmo tempo que investigações de geofísica e geologia marinhas permitiram descobrir uma imensa falha activa, a falha do Marquês de Pombal, cuja localização mais próxima da costa permitiria justificar os efeitos extremos observados. De facto, hoje em dia discute-se a localização de uma estrutura que deve ter pelo menos 200 km de extensão e não a localização de um epicentro. Recentemente, esta visão tem sido contestada por dois grupos de investigadores. Um deles argumenta que seria a subducção activa e em curso no Golfo de Cadiz (a sul do Algarve) a responsável pelo sismo de 1755. Um outro grupo afirma que o sismo de 1755, de origem no mar, teria sido seguido, passados poucos minutos, de um outro em terra e próximo de Lisboa, o que permitiria justificar um conjunto de efeitos observados nesta região. Neste colóquio será apresentado o estado-da-arte relativamente ao conhecimento da fonte responsável pelo sismo de 1755, ao mesmo tempo que se discutirão os argumentos pró e contra de cada uma das propostas alternativas.

 

Advance and withdrawal of the African monsoon flow deduced from Meteosat-7 data

Orador: Lúcia Barros
Data: 26 de Fevereiro, 5ª Feira
Local: 8.2.13
Horas
: 13h

Resumo

Major difficulties remain in the tracking of low-level clouds over land due to their size and lifetime moreoften below the spatial and temporal resolutions of current imagers, and from the underlying surface features. Cloud motion winds (CMWs) have been determined in the African monsoon flow during the summer months of 1998. Several conditions have been achieved to improve the retrieval of monsoon winds by the tracking of low-level clouds: the VIS imagery, a grid with closed grid-points (40 km), the maximal duration of efficient daylight (8h), and ten-day periods from 1st June 1998 to 30th September 1998. This retrieval has been done over areas characterized by the scarcity in time and space of conventional measurements and shows the interest of satellite measurements in such remote areas. So we used a cloud classification to validate the level of low CMWs retrieved by the Euclidean distance method as resulting from the detection of low-level clouds in the classification. The southwesterly flow has been observed penetrating into the westwards propagating cells on their southern side or turning around these cells. It can become southerly between two successive large cells. Monsoon CMWs are more numerous when the ITCZ is at its northernmost position than before or after in connection with the extension of the area covered by the rear part of the monsoon flow. The mean direction of CMWs has been measured around 2200 and the mean speed around 5 ms-1 as for climatological data. Some differences are observed during the advance and the withdrawal of the monsoon flow : lower speeds with variable directions during the advance, higher speeds and more uniform direction during the retreat. Mesoscale features have been observed thanks to the high density of wind fields. Wind fields are found to be very different in two neighbouring valleys on both sides the plateau of Jos. In the Benue valley oriented south-west/north-east, monsoon CMWs remain south-westerly but can speed up to about 8 ms-1 whereas less numerous CMWs become southerly and travel at about 5 ms-1 or less in a part of the Niger valley oriented north-south. Two similar areas at about 70N, the first one at about 20E and the second at about 80E, exhibit very different monsoon wind fields. Several reasons are suggested: a different upwelling in the Guinean gulf, a different convection (maybe a descending Walker branch), a different orientation of the coast line.