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Sismos...

   Os sismos e a propagação das ondas sísmicas no interior da terra são estudados pela sismologia. De um modo simples pode definir-se um sismo, como o movimento das partículas do solo produzido pela passagem de ondas elásticas geradas num determinado ponto, o foco. A distância entre o foco e a estação de registo chama-se distância Hipocentral. O epicentro é o ponto determinado pela projecção vertical do hipocentro na superfície da Terra. O aparecimento, no sismograma, de vários tipos de onda com diferentes períodos e amplitudes é de primordial importância para determinar a distância do epicentro (ou do hipocentro) à estação e definir as características das camadas geológicas atravessadas.
   
Quando se exercem grandes tensões nas estruturas constituintes do globo terrestre, ou estas são suficientemente plásticas para se ajustarem à variação de tensão e, neste caso, não haverá sismo ou, se a estrutura é suficientemente rígida para resistir a uma deformação lenta, as tensões acumular-se-ão até ao limite de elasticidade ser atingido e então, dar-se-á a rotura produzindo, como consequência, um abalo sísmico. Serão geradas ondas sísmicas com diferentes propriedades, tanto no que diz respeito à sua velocidade de propagação, como no movimento que provocam nas partículas constituintes das formações geológicas.
  
   A maior parte dos sismos tem um foco situado até aos 20 km de profundidade, mas há sismos registados até uma profundidade de 700 km.
O mecanismo de geração sísmica conhecido como 'Teoria do ressalto elástico de Reid' consiste na acumulação lenta de energia elástica de deformação e na sua súbita libertação. Este mecanismo é fácil de compreender, imaginando uma vara de madeira, em que agarrando nas extremidades tentamos partir ao meio. Se não fizermos muita força ela não se parte, mas 'se tivermos força suficiente ' ela subitamente parte-se. Num sismo essa ruptura provoca um abalo sísmico.

    Além dos sismos provocados por este processo, chamados sismos tectónicos, existem também sismos associados a actividade vulcânica que são produzidos pelo movimento de fluidos no interior da câmara magmática. Existem também sismos induzidos como por exemplo pelo preenchimento de barragens (atribui-se estes sismos ao aumento de pressão da água subterrânea nas fendas e diaclases das rochas diminuindo a resistência à fricção e permitindo a acção de tensões pré-existentes). Explosões químicas em pedreiras, experiências nucleares, afundamentos de antigas minas etc… também são fontes de sismos.

Grandes Sismos da História

Localização e data
Magnitude
Efeitos
Shansi, China. 23 Janeiro 1556

8 Ms (est.) 830,000 mortos (pior de sempre)
Lisboa, Portugal. 1 de Novembro de 1755
=>8 Ms (est.) Grande tsunami no Atlântico. 70,000 mortos. Maior terramoto documentado da Europa
Chile. 21 de Maio de 1960 9.5 Mw Maior Terramoto registado. Área de falha 800x200 km. deslizamento- 21 m. Despoletou o vulcão Puyehue. Tsunami Gigante. 2000-3000 mortos.
Mexico. 19 de Setembro de 1985


7.9 Ms 10,000 mortos, 30,000 ferídos $3 biliões de prejuizo
Spitak, Arménia. 7 de Dezembro de 1988 6.8 Ms 25,000 mortos, 19,000 feridos, 500,000 desalojados $6.2 biliões de prejuizo
     


Esquema de propagação das ondas sismicas