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Tornados

   Os tornados são turbilhões atmosféricos de dimensões muito mais reduzidas que os ciclones tropicais, com um diâmetro geralmente inferior a 1 km. Como é típico dos sistemas meteorológicos de menores dimensões o tempo de vida de um tornado é normalmente curto - minutos ou horas - e a sua evolução é muito difícil de prever. No seu estado de máxima intensidade, um tornado pode produzir velocidades do vento à superfície acima dos 500 km/h (caso de um tornado de grau 5).


Várias imagens de tornados

   Os tornados são produzidos em tempestades convectivas muito intensas, designadas por supercélulas. Para a sua produção é necessária a existência de grandes quantidades de CAPE (energia potencial disponível para convecção) e uma forte intensidade do vento na troposfera média. Quando estas condições estão reunidas, forma-se na base do cumulonimbo que constitui a supercélula, um ou mais turbilhões de circulação muito intensa, onde a pressão é suficientemente baixa para aspirar partículas soltas da superfície ou gotas de água. Estes turbilhões, com a aparência de funis deslocam-se rápida e erraticamente sobre a superfície e constituem os tornados. A imagem a baixo representa esquematicamente, a circulação atmosférica associada a um tornado.


Representação esquemática da circulação num tornado

   Os tornados são sistemas muito raros à escala mundial, mas observam-se ocasionalmente em muitas regiões. Nas planícies da América do Norte (Oklahoma, Arizona, etc.) existem condições favoráveis à sua formação, ocorrendo anualmente cerca de 800. Outros sistemas, de menor dimensão e intensidade, podem por vezes confundir-se com tornados: caso das trombas de água, por vezes observadas em águas costeiras, e os dust devils ("demónios de areia"), frequentes em zonas desérticas e com a dimensão horizontal de apenas alguns metros.

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